Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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No Maranhão desde domingo, tocha chega a Imperatriz na terça

13.06.2016 - 22:03
 
A chama olímpica se despede do Maranhão, nesta terça-feira (14), ao passar por Imperatriz. Por lá, a passagem da chama será celebrada por manifestações culturais típicas da região, com apresentações do bumba-meu-boi, registrado como patrimônio cultural do Brasil, e do cacuriá, dança típica do estado que marca o fim da Festa do Divino. No percurso, setenta e cinco condutores se revezarão para percorrer 125 quilômetros, em rapel, barco e bicicleta. 
 
O bumba-meu-boi ganhou título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) há cinco anos e também esteve presente na passagem da tocha pela capital maranhense no último domingo, dia 12.  
 
A história por trás do folguedo, que extrapola a mera brincadeira, é apresentada como a morte e a ressurreição de um boi especial. As apresentações cômicas são feitas com grande participação do público e são entremeadas por toadas curtas contando a história sobre um boi precioso e querido pelo seu amo e pelos vaqueiros.
 
Além dessa festividade, visitantes que acompanham o revezamento poderão conhecer mais sobre o Cacuriá.  O ritmo tem arranjo musical marcado por caixas, flautas, clarinetes, violões e banjos. A dança da Festa do Divino marca o momento em que caixeiros e festeiros se unem.
 

Condutores 

 
Além das apresentações, o trajeto será marcado pela condução de pessoas que marcam a cultura local.  É o caso do poeta, cantor e compositor José Bonifácio Cezar Ribeiro, mais conhecido como Zeca Tocantins. Aos 5 anos, se mudou com a família para Imperatriz, no Maranhão. Autodidata, dedicou-se aos estudos das expressões culturais e literárias da região tocantinense. Autor de vários livros de poesias e músicas que marcam a cultura de toda a região, coleciona prêmios e participações em festivais de música por todo o Brasil. É membro da Academia Imperatrizense de Letras.
 
Outro exemplo é Sônia Bone, que pertence ao povo Guajajara Tentehar, que habita as matas da terra indígena Araribóia, no Maranhão. Graduada em Letras e pós graduada em Educação Especial pela Universidade Estadual do Maranhão, foi diretora de uma das entidades mais representativas da luta indígena no estado, a Coapima – Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão.
 

Trajeto

 
O revezamento terá início na ponte Dom Affonso Felipe Gregory, que liga Tocantins ao Maranhão, onde a tocha Olímpica será conduzida de rapel e seguirá de barco até o Porto das Balsas pelo rio Tocantins. Mais à frente, em Coquelândia, será a vez de rodar dois quilômetros de bicicleta pela Estrada do Arroz, uma das mais importantes rodovias da região.
 
No palco da cerimônia de celebração, montado na Avenida Beira Rio, a banda Baião de Dois se apresenta antes da chegada do último condutor da tocha Olímpica. Após a cerimônia, a Banda Senzala encerra a programação cultural da cidade.
 
De Imperatriz, a tocha segue, na próxima quarta-feira (15), para Belém (PA). Até domingo, ela passará ainda por outras quatro cidades. Três delas - Manaus, Macapá e Boa Vista - receberam apoio do Ministério da Cultura para promover programação cultural no dia.
 
Ao todo, a chama olímpica pernoitará em 83 municípios, totalizando aproximadamente 12 mil milhas áreas e 20 mil quilômetros terrestres percorridos. Cerca de 12 mil pessoas se revezarão na condução da tocha, cada uma por 200 metros, em média. Em 5 de agosto, a chama desembarca no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para acender a Pira Olímpica e dar início aos Jogos.
 
 
Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura