Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Nascida em Joinville e crescida no mundo, arte recebe a tocha

11.07.2016 - 11:45   

"As Olimpíadas aproximam as pessoas (...) É o esporte e a arte que salvam e que nos colocam para pensar", Juarez Machado (Foto: Divulgação) 
 
"Bonjour, monsieur le peintre". É assim, com um "Bom dia, senhor pintor", que o artista catarinense Juarez Machado é cumprimentado ao comprar baguetes em Montmartre, bairro parisiense famoso por ter sido morada de pintores como Picasso e Van Gogh. É lá que o artista, natural de Joinville, conquistou a simpatia dos vizinhos por meio da arte e onde mantém uma de suas casas-ateliê. Além da França, o pintor e escultor reveza os dias entre o Rio de Janeiro (RJ) e Joinville (SC).
 
Na próxima semana, será um dos condutores da tocha olímpica pelo município catarinense. Juarez também foi convidado pelo comitê olímpico Rio-2016 para, ao lado de outros artistas de renome, apresentar obras produzidas especialmente para os cartazes oficiais da Olimpíada. A partir da próxima quarta-feira (13), os cartazes ganham os salões do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
 
Filha da Chuva (óleo sobre tela), de Juarez Machado
 
Para o artista, participar do megaevento é "um orgulho muito grande". Ele explica que as Olímpiadas, assim como a arte, têm uma mensagem importante: a união. "As Olimpíadas aproximam as pessoas. No momento confuso e assustador em que vivemos, com todos esses atentados, no momento em que vemos o mundo brigando, acho que é o esporte e a arte que salvam e que nos colocam para pensar", comenta.
 
Com carinho, lembra dos momentos de infância que passou em Joinville, onde morou até os 19 anos.  Dos pais, herdou a paixão pela arte. Foi na casa da mãe – transformada em instituto dedicado à exposições e debates sobre arte -, em volta de uma mesa, que o artista via a mãe pintar leques e o pai restaurar objetos antigos.
 
Além das lembranças e do gosto pela arte, sobraram dessa época retalhos de jornais em que ficaram desenhados alguns dos primeiros esboços do artista, como desenhos de aviões e tanques.  "Eu nasci artista. Na escola, levava reguada por estar desenhando. A arte é minha droga e minha religião", afirma.
 
De Joinville, Juarez se mudou para Curitiba, onde estudou Belas Artes, e para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em diversas frentes, como mímico, pintor, autor de livros, ilustrador em jornais impressos e desenhista de cenários para programas televisivos. Anos depois, o artista ganhou o mundo e, em busca de inspiração e de sua identidade, morou em diversas cidades. Planos para futuro? Além de continuar a produzir arte, o artista não descarta a possibilidade de mudar-se novamente. Desta vez, quem sabe, para Lisboa.

Revezamento da tocha olímpica 

O percurso abre espaço para a exibição das mais diversas expressões culturais do País ao mundo. Atento a essa oportunidade, o Ministério da Cultura (MinC) realizou convênio com governos de capitais do Brasil para apoiar atividades de promoção cultural durante a passagem da Tocha Olímpica.
 
O projeto Celebrações nas Cidades do Revezamento da Tocha Olímpica destinará aproximadamente R$ 250 mil para capitais brasileiras organizarem eventos que devem, preferencialmente, ser realizados em espaços públicos de grande circulação. Os eventos ainda devem divulgar a cultura, a arte e a gastronomia locais.
 

A chama olímpica passa, nesta semana, pelas seguintes cidades: 

 
Dia 12: Biguaçu (SC), Balneário Camboriú (SC), Itajaí (SC), Ilhota (SC), Gaspar (SC), Blumenau (SC)
Dia 13: Massaranduba(SC), Jaraguá do Sul (SC), São Francisco do Sul (SC), Joinville (SC)
Dia 14: São José dos Pinhais (PR), Curitiba (PR)
Dia 15: Fazenda Rio Grande (PR), Araucária (PR), Campo Largo (PR), Ponta Grossa (PR), 
Dia 16: Castro (PR), Itararé (SP), Itapeva (SP), Capão Bonito (SP)
Dia 17: Sorocaba (SP), Tatuí (SP), Botucatu (SP), Lençóis Paulista (SP), Bauru (SP)
 
 
 
Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura