Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

« Voltar

Na passagem da tocha, a música tradicional pela gaita ponto

29.06.2016 - 17:40   
"Fico muito feliz de ver a tocha passar e poder levar um pouco de música", Maryanne Francescon, campeã mundial de gaita ponto (Foto: Acervo Pessoal)
 
 
A paraense Maryanne Francescon aprendeu a tocar gaita ponto, instrumento similar ao acordeom muito difundido em Medianeira (PR), aos 8 anos. Desde então, não largou mais: fez cinco anos de aulas e, durante 10 anos, participou de concursos.  O resultado foi o acúmulo de mais de 100 troféus e os títulos de octacampeã paraense, pentacampeã brasileira e campeã mundial.
 
Nesta quinta-feira (30), Maryanne terá mais uma oportunidade de mostrar seu trabalho: fará uma apresentação durante a passagem da tocha olímpica por Medianeira (PR), onde a jovem morou toda a sua vida. "Fico muito feliz de ver a tocha passar e poder levar um pouco de música", diz. Entusiasta, se diz apaixonada pelos ritmos latino-americanos e pela diversidade rítmica existente na região.
 
A musicista fez do instrumento o seu projeto de vida. Aos 20 anos, cursa o terceiro ano do curso de Música na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). "Na Academia, há poucos cursos de graduação que têm esse instrumento como ênfase. Quase todos focam no piano, violão... Isso me motiva muito a estudar, a pesquisar e a trazer essas discussões para a academia", afirma, orgulhando-se dos estudos e da sua abordagem acadêmica diferenciada.
 
Na rotina de Maryanne, estão apresentações musicais, participação em Festivais de Acordeon, além de um trabalho como solista na Orquestra Ladies Ensemble, no projeto Concerto das Rosas, com o objetivo de ajudar mulheres em tratamento de câncer mamário.

Tradição italiana

Além da apresentação de gaita ponto, Medianeira será palco para apresentações de baby ballet, dança tradicional, bateria, coral e roda de capoeira. Outro ponto de destaque na programação é grupo de canto italiano Nostra Gente, que representa a colônia italiana do município.

Marli Albertina Rosso, coordenadora do Nostra Gente, explica que a cultura italiana é muito presente no município. O bisavô de Marli veio para o Brasil do norte da Itália, na ocasião da Segunda Guerra Mundial. Da família, herdou a paixão pela cultura, o gosto pela culinária e a fluência no idioma. "As pessoas aqui promovem muitos jantares com comida italiana e somos convidados para cantar em festas", conta.
 
Além de Medianeira, a chama olímpica passa, ao longo desta quinta, por Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e desembarca, no fim do dia, em Foz do Iguaçu.
 
 
Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura