Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Música popular em ritmo de clássico na Casa Brasil

17.8.2016 - 9:51
 
Ensemble da Orquestra Petrobras Sinfônica apresentou versões de músicas populares
 
Mateus Favrat completou 20 anos de idade nessa terça-feira (16) e foi comemorar a data passeando pela Casa Brasil
 
Mateus Favrat completou 20 anos de idade nessa terça-feira (16) e foi comemorar a data passeando pela Casa Brasil. Ali, foi fisgado pela apresentação do Ensemble da Orquestra Petrobras Sinfônica, composto por cinco instrumentos de corda, uma flauta e uma trompa, dentro do programa O Clássico É – que adapta músicas populares para os instrumentos normalmente utilizados para música clássica. Nessa noite, tocaram Sivuca, Fala Mansa, Pitty, Grupo Revelação, Titãs, Ira! e outros.
 
Mateus ficou encantado. O estudante universitário havia visto uma única apresentação de música instrumental na vida, mas de música clássica. "Jamais pensei em ouvir Pitty e Falamansa como música clássica", comentou, aprovando a iniciativa. "Achei bem legal", comentou. "Foi fantástico", enfatizou sua amiga Jéssica Rocha, de 19 anos, que acaba de passar no vestibular e vai fazer Nutrição na Unirio. Ela nunca havia assistido a uma apresentação de instrumentos de orquestra. "Achei maravilhoso", comentou, emocionada. "Jovem não tem acesso a isso. Que coisa linda é um violino!".
 
Já Gislane da Costa, sempre que pode, procura assistir a concertos. Reconhece que é mais comum fazer isso quando viaja – quando vai a São Paulo, por exemplo, gosta de visitar a Casa São Paulo. "Há cadeiras com preços bons", argumenta. Nesta terça, Gislane teve a oportunidade de ver uma apresentação em sua própria cidade – e de graça.  A emoção chegou a lhe arrancar lágrimas. "Foi bom sair do modo Olimpíada", comentou, embora dando sinais de que não saiu tanto assim: "Ninguém esperava que o Rio fosse fazer esse sucesso todo", afirmou, toda orgulhosa.
 
Outro que já gostava de instrumento de orquestra, Nilson Alves da Silva, de 57 anos, estava passeando pela Casa Brasil quando viu, pelo corredor, a apresentação. "Achei sensacional". A esposa foi passear pelas outras atrações e ele ficou ali, como que hipnotizado pelo som. "Eu aprecio muito, mas não tenho o costume de ir. É falta de iniciativa mesmo". Quanto ao repertório, Nilson achou muito bom, por quebrar preconceitos. "Até por falta de acesso, as pessoas têm preconceito contra a música clássica. Daí, quando vê esse tipo de apresentação, de uma música que lhes é familiar, a pessoa se aproxima e, talvez, a partir dessa aproximação, vá buscar ouvir música clássica em geral".
 
É exatamente essa a expectativa do maestro Ricardo Amado, que, com imensa simpatia, comandou o espetáculo desta terça-feira. Didaticamente, comentou cada peça, elogiou os autores, valorizou as obras. "Nossa intenção é agregar maior número possível de pessoas para a música instrumental e, para isso, usamos todo tipo de artifício de alto nível". Segundo ele, é importante que o púbico perceba que "nossos instrumentos não fazem mal nem diminuem as músicas de que as pessoas gostam".
 
Além das músicas populares, foi apresentada também algo de música clássica, Pequena Serenata Noturna da Mozart, que, igualmente, arrancou muitos aplausos. De forma animada, o maestro afirmou que essa soma é uma busca de agregar valor para os dois lados. "Porque, sem eles, nosso trabalho é inócuo. Sem público, somos nada". Ele convidou todos a assistirem apresentações do grupo na Fundição Progresso, no Teatro Municipal, e também pelo youtube.
 
 
  Quanto ao repertório, Nilson achou muito bom, por quebrar preconceitos  Jéssica (esquerda) e Gislane (direita) consideraram
excelente a apresentação dessa terça-feira
     
 
Além das lágrimas de Gislane, a apresentação arrancou aplausos de pé de todos os presentes e, na saída, a palavra que mais se ouviu do público foi: maravilhoso! 
 
Apresentação
 
A apresentação ocorreu às 19h da terça-feira (16), no auditório 2 da Casa Brasil. Foram distribuídos 200 ingressos gratuitos para a apresentação, promovida pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras.
 
Nesta quarta-feira (17), no mesmo horário e local, se apresenta o Grupo de Choro Luzeiro de Paquetá, cujo repertório compõe um amplo panorama da nossa história musical: dos gêneros típicos das bandas civis e militares, como dobradas, marchas e valsas, aos gêneros regionais, como choro, samba e maxixe, passeando pela obra de grandes compositores brasileiros, como Ernesto Nazareth, Tom Jobim e Moacir Santos.
 
Texto e fotos: Elaina Daher
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura