Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Balancê! É a tocha olímpica no ritmo da quadrilha junina

21.06.2016 - 17:40   

Um festival de cores, coreografias e ritmos. É assim que a quadrilha junina "A Roça é Nossa" conquistou cada vez mais fãs desde sua criação, em 1993, em um bairro periférico de Porto Velho, capital de Rondônia.  Ao longo dos anos, a pequena festa promovida em família ganhou adeptos e trocou apresentações realizadas em escolas e igrejas da comunidade por palcos cada vez maiores. Atualmente, a quadrilha é a campeã do estado e será uma das manifestações culturais a se apresentar durante a passagem da tocha olímpica, nesta quarta-feira (22), no estado.

"A quadrilha é um conjunto de brincantes e tem personagens como o seringueiro, o Lampião e a Maria Bonita. Nós mantemos uma cultura viva, a cultura popular", orgulha-se Fernando Rocha, presidente do grupo folclórico. "Serão 10 minutos em que poderemos mostrar um pouco do nosso trabalho, com parte da nossa grande quadrilha junina", afirma.
 
O grupo integra o Ponto de Cultura Oficina da Comunidade, que promove cursos de dança, artes cênicas, corte e costura e informática. Fernando ressalta os benefícios da associação cultural ter se tornado Ponto de Cultura, em 2009: "Com isso, houve capacitação e o grupo cresceu muito, evoluímos bastante. Não era só mais uma questão de ensaiar e dançar, mas de trazer jovens para dentro da associação para aprenderem alguma arte", lembra.
 
Em Porto Velho, além de quadrilhas, a passagem da chama olímpica contará com apresentações de grupos de boi-bumbá e de shows musicais.

Sítio tombado

Pátio ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Foto: Divulgação)
 
Destaca-se, no cenário de Porto Velho, o pátio ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), sítio histórico tombado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
A construção da EFMM, ocorrida entre 1907 e 1912, é referência de um novo ciclo de integração territorial para a consolidação de fronteiras e inserção da região nas estratégias de desenvolvimento econômico. No início do século XX, o Brasil negociava com a Bolívia a incorporação territorial do Acre, e o país vizinho comprometeu-se com a construção da via de acesso ao Atlântico para escoar a produção de borracha.
 
A cidade de Porto Velho, atual capital do Estado, surgiu para atender à construção da Madeira-Mamoré que, com seus 366 quilômetros, ligaria Porto Velho à Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. 
 
 
Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura