Ministro de Estado da Cultura

(Foto: Janine Moraes)
Roberto Freire tem mais de 40 anos de vida pública.
 
Iniciou sua trajetória política ainda como estudante da Faculdade de Direito do Recife. Enfrentou a ditadura militar desde o primeiro momento e teve de deixar o país rumo ao Chile, com uma bolsa de estudos concedida por um organismo interamericano de capacitação em reforma agrária, após a decretação do AI-5.
 
De volta ao Brasil, lançou-se pela primeira vez em uma disputa eleitoral em 1972, como candidato do MDB à Prefeitura de Olinda – foi o mais votado, mas perdeu para a soma dos votos das duas sublegendas da Arena. Seu primeiro mandato, o de deputado estadual, foi conquistado em 1974, pelo MDB. Na sequência, teve cinco mandatos como deputado federal por Pernambuco, além de ter sido senador da República entre 1995 e 2002.
 
Em 1989, na primeira eleição presidencial após a redemocratização do país, foi candidato pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Foi um dos parlamentares mais atuantes na Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1987, tendo atuação destacada na elaboração da "Constituição Cidadã" de 1988. Teve mais de 500 emendas inseridas na Carta, de forma isolada ou via emendas aglutinativas.
 
Em 1992, foi convidado pelo presidente Itamar Franco para ser líder de seu governo na Câmara Federal. Neste importante papel, ajudou a costurar a montagem de uma base para dar sustentação política a uma gestão que deixou marcas positivas no país, como o Plano Real.
 
Roberto Freire exercia o segundo mandato como deputado federal por São Paulo quando foi convidado pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério da Cultura. Ao todo, completaria sete mandatos na Câmara. Também é presidente nacional do Partido Popular Socialista (PPS). Em 2014, foi indicado pela 17ª vez como um dos "100 Cabeças" do Congresso, em levantamento realizado anualmente pelo respeitado Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que elege os 100 parlamentares mais influentes do país.