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Nota do ministro Juca Ferreira sobre superfaturamento no Theatro Municipal de São Paulo e o projeto Alma Brasileira

18.3.2016 - 13:36  
 
 
A confirmação de ações de superfaturamento nas contratações artísticas do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural (IBGC) para a realização de espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo deixou a todos nós, do Ministério da Cultura (MinC) e da comunidade artística e cultural, estupefatos e indignados. 
 
Em primeiro lugar, é preciso parabenizar a Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM) pela investigação realizada dentro da lei e dos referenciais do Estado Democrático de Direito, que permitiu identificar, com eficiência e eficácia, as ações do ex-diretor José Luiz Herência. A investigação deverá levar à punição de todos os responsáveis pelos desvios. São pessoas que traíram um importante projeto de valorização da música sinfônica, construído dentro de uma gestão cultural vitoriosa e de alto nível, com grande repercussão no País e em várias partes do mundo. Um projeto que não pode e nem deve ser interrompido em função desses malfeitos.
 
Sobre o projeto Alma Brasileira
 
O Ministério da Cultura via o projeto Alma Brasileira, proposto pela Fundação Theatro Municipal, como importante para a divulgação da obra de Villa Lobos e havia decidido apoiá-lo por meio de convênio com a Fundação. 
 
Porém, na tramitação do convênio, os realizadores se negaram a detalhar gastos no valor de R$ 3.299.980 que estavam alocados para pagamento da empresa Old and New Montecarlo. Nós, do MinC, nos recusamos a firmar o convênio sem que houvesse o detalhamento de tais gastos.
 
A negativa de detalhamento gerou um impasse, que só foi resolvido quando a própria Fundação Theatro Municipal, já sob a gestão de Paulo Dallari, atual diretor-geral do Municipal e que está no comando da sua intervenção, desistiu oficialmente do convênio. 
 
Juca Ferreira
Ministro da Cultura