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Roberto Freire destaca papel da Lei Rouanet

 


18.03.2017 - 21:27

William Ling, durante visita do ministro Roberto Freire: "Agradeço pela atenção e preocupação que o senhor demonstra com a cultura do Rio Grande do Sul, que certamente se traduzirão em políticas públicas". (foto de Edson Leal)
O ministro da Cultura, Roberto Freire, esteve na noite deste sábado (18) com artistas, produtores culturais, empresários e representantes de entidades privadas no Instituto Ling, em Porto Alegre. Na ocasião, destacou a importância dos mecanismos de fomento para atividades como as desenvolvidas por esse tipo de instituição. 
 
Na visita, Freire foi acompanhado pelo secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional, Adão Cândido, e pelo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Martins. 
 
Criado há 22 anos, o instituto é administrado pelos Ling, família de origem chinesa que se radicou no Brasil no começo dos anos 50. A entidade oferece bolsas de estudo a jovens talentos do mundo inteiro com o objetivo de desenvolver o potencial intelectual e estimular o empreendedorismo. Desde 1995, já foram oferecidas 278 bolsas, em um investimento de aproximadamente US$ 5 milhões. 
 
Roberto Freire foi recebido pelo diretor do instituto, William Ling, que conduziu a visita. "Agradeço pela atenção e preocupação que o senhor demonstra com a cultura do Rio Grande do Sul, que certamente se traduzirão em políticas públicas", afirmou Ling. 
 
Em discurso, Roberto Freire contou que espaços da capital gaúcha como o Instituto Ling, o Santander Cultural e a Fundação Iberê Camargo, visitados por ele na tarde deste sábado, evidenciam o papel da Lei Rouanet para a cultura. "Trata-se de uma política cultural brasileira importantíssima. Cabe ao MinC enfrentar a demonização e a desestruturação que ela tem sofrido", ressaltou, citando questões como as fraudes apontadas pela Operação Boca Livre, da Polícia Federal, na qual se constataram desvios de finalidade da legislação.
 
Freire informou aos presentes que na próxima terça-feira (21), o Ministério da Cultura apresentará uma instrução normativa com ajustes na Rouanet. "Coube a nós a responsabilidade de mudar a lei e de dar uma resposta às críticas feitas. Optamos pela manutenção da Rouanet, fortalecendo os instrumentos para impedir desvios e dando mais transparência aos processos". 
 
Ele também falou da necessidade da desconcentração dos recursos das leis de incentivo já que 80% da captação fica na região Sudeste. O ministro assinalou o valor dos agentes econômicos como impulsionadores das manifestações culturais e artísticas e adiantou, para breve, o retorno de iniciativas importantes para o Brasil como os projetos Pixinguinha e Mambembão, mas lembrou que não se deve adotar uma visão saudosista do setor. "O mundo está mudando vertiginosamente e a cultura não fica de fora desse contexto", finalizou.